SAÚDE - Gripe H1N1-Tire suas dúvida


ola pessoal, recebi este arquivo de colega de trabalho e rosolvi disponibilizar para todos os que acessam o selocalise, ok!
ta ai 40 perguntas e resposta sobre a GRIPE H1N1
boa leitura
PERGUNTAS E RESPOSTAS:   
 
 PERGUNTARESPOSTA
1.-Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?Até 10 horas.
2. -Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?Torna o vírus inativo e o mata.
3.-Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia..
4.-É fácil contagiar-se em aviões?Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.-Como posso evitar contagiar-me?Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.-Qual é o período de incubação do vírus?Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.-Quando se deve começar a tomar o remédio?Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.-De que forma o vírus entra no corpo?Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.-O vírus é mortal?Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.-Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.-A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?Não porque contém químicos e está clorada
12.-O que faz o vírus quando provoca a morte?Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.-Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.-Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.-Onde encontra-se o vírus no ambiente?Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.-O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.-Qual é a população que o vírus está atacando?De 20 a 50 anos de idade.
19.-É útil a máscara para cobrir a boca?Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.-Posso fazer exercício ao ar livre?Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.-Serve para algo tomar Vitamina C?Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.-Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.-O virus se move?Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.-Os mascotes contagiam o vírus?Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.-Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?Não.
26.-Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.-O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.-Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.-Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?Não serve para nada.
30.-As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?SIM.
31.-Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?NAO.
32.-O que mata o vírus?O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.-O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?O isolamento.
34.-O álcool em gel é efetivo?SIM, muito efetivo.
35.-Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.-Este vírus está sob controle?Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.-O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.-Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?SIM.
39.-As crianças com tosse e gripe têm influenza?É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.-Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.-Posso me contagiar ao ar livre?Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.-Pode-se comer carne de porco?SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.-Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.
 

AUTONOMIA ESCOLAR EM PERIGO



*Enio Ribeiro de Oliveira

O pressuposto básico da escola é a apropriação e produção do trabalho intelectual, prerrogativa que  não pode ser ignorada pela sociedade e pelos governantes, sob pena de o País não obter êxito na apropriação e produção do trabalho técnico-científico e de realizar o seu desejo de ingressar no grupo dos países desenvolvidos.
O processo de apropriação e produção do conhecimento para se dar no atendimento da sociedade brasileira no seu conjunto requer que as escolas tenham autonomia. No entanto – amigo leitor -, alguns governantes insistem em ignorar estas premissas e estão transformando os profissionais da educação (professores, coordenadores, direção, funcionários administrativos) em burocratas, esquecendo-se de que estes são trabalhadores intelectuais e não simplesmente funcionários.
Infelizmente, em Mato Grosso do Sul, as coisas não estão sendo diferentes, já que a organização do trabalho pedagógico vem sendo pensada pelos técnicos da Secretaria Estadual da Educação subordinada a lógica administrativa, isto é, gerencial. Tem se caracterizado por desrespeito a autonomia escolar. Comprovam estas afirmações as decisões tomadas relativas à confecção dos uniformes escolares, os quais não trazem mais a identificação da escola, decisão que foi tomada sem consulta as comunidades escolares; a decisão do governo estadual em designar para as salas de tecnologias, apenas professores convocados e com jornada de 40 horas, quando existem escolas com jornada de 03 turnos (60 horas) e que estão sendo penalizadas com esta decisão. Aliás a Federação dos Trabalhadores em Educação (FETEMS), se manifestou contra esta decisão; e o planejamento online, cuja determinação da Secretaria Estadual de Educação é de que sejam elaborados quinzenalmente.  
O planejamento online da forma como está sendo aplicado é um equívoco porque está ignorando a prevista autonomia da escola, a qual está assegurada nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aliás conquistada graças ao grande movimento  que ganhou as ruas de todo o Brasil, liderado pelos  educadores e estudantes ao longo das décadas de 1980 e 1990; equivocada porque o tempo para cada unidade escolar planejar o seu fazer pedagógico,  inclusive, a periodicidade das ações planejadas, cabe a ela definir; equivocada porque não leva em conta que as aspirações e necessidades de cada comunidade escolar é muito diversa e plural.
As políticas educacionais adotadas pela Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul estão concebendo a escola como uma empresa, na qual o ser humano não é o centro, e sim, os resultados.  No entanto a escola, se referenciada numa concepção humanista e democrática, deve refutar a lógica empresarial, pois, esta última tem como preocupação central os aspectos administrativos redução de custos, aprovação em massa, padronização de procedimentos, etc.
O trabalho pedagógico, para ser genuinamente humanista, precisa subordinar a sua organização no sentido de que alunos, pais, profissionais em educação, todos, sem exceção, sejam incorporados e valorizados no processo de apropriação e produção do conhecimento, respeitando-se o ritmo, as motivações, limitações e as possibilidades de cada comunidade escolar.  
Logo a uniformização de práticas na aquisição do conhecimento e de procedimentos adotados nas escolas revelam equívocos por parte dos nossos governantes.
Assim sendo, os técnicos, incorreram em um grave erro ao estabelecerem que o planejamento online deve ser quinzenal, com a descrição  metodológica para cada aula e com controle do mesmo centralizado em Campo Grande. Passam, inclusive, a ideia de que nas nossas escolas, em especial, os seus gestores e corpo administrativo não estão aptos para serem gestores das mesmas. E mesmo que tal hipótese fosse verdadeira, caberia ao Estado capacitar à equipe de cada escola.
Portanto, a centralização da gestão do mesmo na Secretaria fere a autonomia da escola e a impede de exercitar o seu trabalho pedagógico numa perspectiva emancipadora e coerente com os anseios e necessidades da sua comunidade escolar.

*Professor de geografia

3° ano Ramona


ola alunos do 3° ano
bom semana passada nos utilizamos o blog para a disciplina de sociologia
hoje vamos utilizar para disciplina de filosofia.
bom o conteúdo inicial fala sobre logica, a gênese da logica
portanto ai vai uma definição simples

Lógica
Termo de origem grega que significa ciência do raciocínio. A lógica é entendida como o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir um raciocínio correcto de um raciocínio incorrecto. A lógica pode ser dividida em Lógica Formal e Lógica Material. A primeira estuda as leis que devem regular as diferentes formas do pensamento (conceitos, juízos, raciocínios...). A segunda, estuda o acordo do pensamento com a realidade, sendo o seu objecto de estudo, os métodos seguidos pelas diversas ciências.

Lógica Aristotélica

Para Aristóteles, a lógica não é ciência e sim um instrumento (órganon) para o correto pensar. O objeto da lógica é o silogismo.
Silogismo nada mais é do que um argumento constituído de proposições das quais se infere (extrai) uma conclusão. Assim, não se trata de conferir valor de verdade ou falsidade às proposições (frases ou premissas dadas) nem à conclusão, mas apenas de observar a forma como foi constituído. É um raciocínio mediado que fornece o conhecimento de uma coisa a partir de outras coisas (buscando, pois, sua causa).
Em si mesmas, as proposições ou frases declarativas sobre a realidade, como juízo, devem seguir apenas três regras fundamentais.
1- Princípio de Identidade: A é A;
2- Princípio de não contradição: é impossível A é A e não-A ao mesmo tempo;
3- Princípio do terceiro excluído: A é x ou não-x, não há terceira possibilidade.
Dessa forma, o valor de verdade ou falsidade é conferido às proposições, pois são imediatamente evidenciados. No entanto, a lógica trabalha com argumentos.
As proposições classificam-se em:
Afirmativas: S é P;
Negativas: S não é P;
Universais: Todo S é P (afirmativa) ou Nenhum S é P (negativa);
Particulares: Alguns S são P (afirmativa) ou Alguns S não são P (negativa);
Singulares: Este S é P (afirmativa) ou Este S não é P (negativa);
Necessárias: quando o predicado está incluso no sujeito (Todo triângulo tem três lados);
Não necessárias ou impossíveis: o predicado jamais poderá ser atributo de um sujeito (Nenhum triângulo tem quatro lados);
Possíveis: o predicado pode ou não ser atributo (Todos os homens são justos).
O silogismo é composto de, no mínimo, duas proposições das quais é extraída uma conclusão. É necessário que entre as premissas (P) haja um termo que faça a mediação (termo médio sujeito de uma P1 e predicado da P2 ou vice-versa). Sua forma lógica é a seguinte:
A é BLogo, B é C (sempre os termos maior e menor).
C é A
Observem que o termo médio é o termo A, que é sujeito numa frase e predicado na outra. Assim ele não aparece na conclusão, evidenciando que houve mediação e que a conclusão é, de fato, uma dedução ou inferência, isto é, ela é realmente extraída da relação entre as premissas.
A relação entre as proposições acontece da seguinte maneira:
  • Proposições Contraditórias: quando se diz que Todo S é P e Alguns S não são P ou Nenhum S é P e Alguns S são P
  • Proposições contrárias: quando se diz que Todo S é P e Nenhum S é P ou Alguns S são P e Alguns S não são P
  • Subalternas: quando se diz que Todo S é P e Alguns S são P ou Nenhum S é P e Alguns S não são P
O silogismo, portanto, é o estudo da correção (validade) ou incorreção (invalidade) dos argumentos encadeados segundo premissas das quais é licito se extrair uma conclusão. Sua validade depende da Forma e não da verdade ou falsidade das premissas. Desse modo, é possível distinguir argumentos bem feitos, formalmente válidos, dos falaciosos, ainda que a aparência nos induza a enganos. Por exemplo:
P1 - Todo homem é mortal (V)
P2 - Sócrates é homem (V)
C - Logo, Sócrates é mortal (V).
O argumento é válido não porque a conclusão é verdadeira, mas por estar no modelo formal:
A é BLogo, B é C
C é A
Outro exemplo:
P1 – Todos os mamíferos são mortais (V)
P2 – Todos os cães são mortais (V)
C – Logo, todos os cães são mamíferos (V).
Ora, embora as premissas e a conclusão sejam verdadeiras, não houve inferência, já que por não estarem formalmente adequadas, as premissas não têm relação com a conclusão.
Formalmente o argumento é A é B
C é B
Logo, A é C, argumento falacioso, já que o termo médio não faz ligação entre os outros termos.
São várias as combinações, o importante é atentar para a forma. É dela que se pauta a lógica.


Por João Francisco P. Cabral 
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

fonte: http://www.brasilescola.com/filosofia/logica-aristoteles.htm

Lógica Proposicional
A lógica proposicional (também denominada lógica dos enunciados), ocupa-se de proposições, isto é, de da validade formal dos raciocínios em que as premissas e a conclusão são proposições -enunciados - tomados em bloco, sem os analisar.

fonte: http://afilosofia.no.sapo.pt/CONCEITos.htm


segue ai tembêm um pequeno teste de logica para vcs divirta-se
ha quem consegui resolve me avise.

http://rachacuca.com.br/teste-de-einstein/

http://rachacuca.com.br/logica/problemas/

Introdução à Lógica Aristotélica.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume out., Série 03/10, 2011, p.01-07.
A lógica é uma das partes da filosofia que, pertencendo também à matemática, objetiva determinar o conhecimento da verdade, através de operações intelectuais.
Neste sentido, a lógica é uma ciência autônoma que estuda conceitos, juízos e raciocínios visando demonstrar a validade ou ambigüidade, o duplo sentido dos termos e a falta de definições precisas.
A vinculação da lógica com a filosofia da ciência é, portanto, evidente, remetendo ao chamado processo decisório.
Assim, serve a formulação de raciocínios coerentes, tentando evitar erros de julgamento, ajudando a entender proposições com maior clareza e distinção.
A lógica constitui uma ferramenta para desenvolver cadeias de pensamento que, quando aplicadas ao contexto lingüístico, permitem reconhecer contradições e eliminar probabilidades de erro.
Nasceu na antiguidade e foi se desenvolvendo até atingir sua maturidade no século XIX, aplicando-se então a analise de terias e discursos no âmbito da ciência e da filosofia, bem como de outras inúmeras áreas.


Verdade e Validade.
A lógica pretende julgar a validade e verdade dos raciocínios, expressões, a firmações e operações intelectuais.
Entende por verdade a concordância entre o sentido e a realidade, entre os argumentos e a verificação da existência concreta dos elementos que fornecem sustentação à argumentação.
Já a validade, ao contrário, não mede a relação entre o discurso e a realidade, mas apenas o grau de correção, a coerência interna do raciocínio.


História do desenvolvimento da lógica.
A palavra lógica vem do grego “logos”, uma palavra que pode ser traduzida como razão, discurso ou linguagem.
A partir desta palavra deriva o verbo “leigein”, que significa colher, reunir, juntar, calcular ou ordenar.
É neste sentido que se insere a lógica, denotando uma relação entre a linguagem e o conhecimento, pensando o rigor e precisão do discurso lingüístico que expressa o conhecimento.
Para a história da filosofia, Aristóteles é considerado o pai da lógica, pois ocupou-se do tema nas obras “Organon” e “Metafísica”, embora não a designasse por este termo.
No século IV a.C., Aristóteles chamou de “analítica” o que ficaria conhecido como lógica séculos mais tarde.
O termo lógica só passou a ser utilizado no século II a.C., quando filósofos estóicos passaram a adotar a palavra como centro do seu pensamento.
Para o estoicismo, uma tendência latina de origem romana, o universo seria governado por um “logos”, uma razão universal que poderia ser definida como Deus, permitindo ao mundo atingir o “kosmos”, harmonia.
Um conceito, obviamente, influenciado pelo cristianismo que, por sua vez, fomentou o termo lógica aristotélica, nomeando todas as teorias na área até o aparecimento da lógica formal ou matemática.
Esta última apareceu no fim do século XIX, quando o filósofo alemão Friedrich Ludwing Gottlob Frege transformou a linguagem corrente em expressão matemática, para tentar analisar a verdade e validade dos argumentos.
Mais tarde, no inicio do século XX, o matemático inglês George Boole consolidou a linguagem da lógica moderna, trabalhando regras de inferência para analisar tautologias.
Além dele, também no século XX, Bertrand Russel, um britânico nascido no país de Gales, prestou grande contribuição ao desenvolvimento da lógica, convertendo argumentos lingüísticos em fórmulas matemáticas.
No entanto, a contribuição de Boole fez com que a lógica de predicados ficasse conhecida também como linguagem booleana.
Na década de 1960, a linguagem da lógica passou a ser empregada na programação de computadores e, atualmente, é utilizada no desenvolvimento de inteligência artificial, nomeada como álgebra booleana.


Regras básicas da lógica.
Desde Aristóteles, a lógica possui três regras básicas: o principio de identidade, o princípio de não contradição e o principio do terceiro excluído.

1. O Principio de Identidade expressa uma tautologia, demonstra que algo é idêntico a si mesmo, sendo sempre verdadeiro.
Por definição, a tautologia é um enunciado que é verdadeiro, independente dos valores de verdade, sendo, portanto, sempre verdadeira.
Assim, a identidade é uma tautologia.
Sendo, P = E, portanto E = P.

2. O Principio da Não-Contradição diz que uma proposição verdadeira não pode ser falsa e uma proposição falsa não pode ser verdadeira.
Portanto, nenhuma proposição pode ser os dois ao mesmo tempo.
O que é confirmado pelos contraditórios “Laura é psicóloga” e Laura não é psicóloga”.
Já que ela “é” ou “não é”, os dois ao mesmo tempo nunca, pois entraria em contradição.

3. O Principio do Terceiro Excluído afirma que toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, e não há um terceiro caso possível.
O que confirma as tautologias e o principio da não-contradição, além dos chamados contingentes.
Os ditos contingentes, apesar de serem enunciados que dependem do valor de verdade de suas partes mais elementares, cabendo analisar cada valor obtido, tem como resultado final apenas duas possibilidades, verdadeiro ou falso, não existindo um terceiro caso.


Conceitos básicos da lógica.
A lógica aristotélica precisou fazer uso de três conceitos básicos para tornar-se funcional: Premissa, Inferência e Argumento.

1. Uma Premissa é um enunciado com razões apresentadas para dar sustentação a uma afirmação, possibilitando construir argumentos para atingir uma conclusão.
Portanto, uma premissa é um indicador que, coordenado com outros, constitui um argumento que sustentará a conclusão.

2. Uma Inferência é uma operação intelectual que afirma a verdade de uma proposição por meio de sua ligação com premissas já reconhecidas como verdadeiras.
Assim, a inferência é uma operação lógica que liga as premissas, construindo o argumento que sustenta a conclusão.
A inferência faz uso do principio de causalidade, o qual afirma que tudo tem uma causa e efeito, uma conexão.

3. Argumento é uma seqüência de enunciados, um grupo de premissas ligadas por inferência, apresentando razões para sustentar uma afirmação.
Neste sentido, os argumentos podem ser simples ou complexos.
Um argumento simples possui poucas premissas, permitindo chegar à conclusão rapidamente.
Um argumento complexo é desenvolvido em etapas, cada qual composta por um conjunto de premissas e conclusões parciais, unindo as conclusões por inferência para chegar a um resultado final.
Além disto, os argumentos podem ser de natureza categórica ou hipotética.
O argumento categórico é formado por premissas aceitas como verdades dogmáticas, inquestionáveis.
O argumento hipotético é construído através de conjecturas, premissas que adotam verdades provisórias, trabalhando com probabilidades.


Silogismo e falácia.
No texto “Analíticos”, Aristóteles definiu uma proposição como “o discurso que afirma ou nega alguma coisa”, propondo termos como verdadeiros, criando a base da chamada lógica aristotélica.
Aristóteles estruturou a argumentação através de silogismos, propondo a busca da verdade por meio de operações intelectuais lógicas.
Um silogismo é um raciocínio que sempre demonstra a validade de uma conclusão, usando premissas tidas como verdadeiras para, por inferência, compor argumentos que permitiriam chegar à verdade.
Para alcançar este resultado, o silogismo utiliza pelo menos duas premissas.
Ao passo que as premissas podem ser universais ou particulares, afirmativas ou negativas, compondo por inferência um argumento ou conjunto de argumentos, permitindo chegar a uma conclusão valida, embora nem sempre verdadeira.

Um silogismo pode compor um raciocínio valido e verdadeiro, tal como no exemplo a seguir:

1. Todo homem é mortal. – Premissa universal afirmativa.
2. Sócrates é homem. – Premissa particular afirmativa.
3. Portanto, Sócrates é mortal. – Conclusão = Premissa Particular afirmativa.


No entanto, um silogismo também pode compor um raciocínio valido e não verdadeiro, como no exemplo que segue:

1. Os biscoitos são feitos de água e sal. – Premissa universal afirmativa.
2. O mar é feito de água e sal. – Premissa universal afirmativa.
3. Portanto, o mar é um grande biscoito. – Conclusão = Premissa universal afirmativa.


Nem mesmo um silogismo complexo escapa deste problema, pois também pode ser valido, apesar de não verdadeiro, tal como no exemplo que segue:

01. Deus é amor.
02. O amor é cego.
03. Steve Wonder é cego.
04. Portanto, Steve Wonder é Deus.
05. Disseram-me que sou ninguém.
06. Ninguém é perfeito.
07. Portanto, eu sou perfeito.
08. Só Deus é perfeito.
09. Portanto, eu sou Deus.
10. Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder.
11. Portanto, estou cego.

Enquanto o silogismo, cujo significado em grego é “reunir com o pensamento”, utiliza premissas bem definidas e que trabalham com a aceitação de afirmações tidas como verdadeiras, compondo raciocínios validos; a falácia expressa um argumento não valido, mas que aparenta se valido e verdadeiro.
A origem da falácia está fixada na antiguidade, inserindo-se na tradição dos sofistas gregos, extremamente vinculado com a retórica e a política.
Portanto, a falácia não é um argumento que deduz suas conclusões de premissas necessariamente validas ou verdadeiras, constituindo um raciocínio que, quando decomposto e analisado pela lógica, demonstra não ser valido devido a contradições internas, configurando um erro de construção lógica.
Em geral, a falácia procura se sustentar por meio de influências exteriores à sua própria demonstração, valendo-se de ambigüidades, duplos sentidos, apelo à emoção ou utilizando um argumento de autoridade descontextualizado.

Podemos pontuar os tipos de falácia mais comuns como:
1. “Argumentum ad populum”, que faz uso da popularidade do argumentador e apela à emoção.
2. “Argumentum ad baculum”, que apela ao poder detido pelo argumentador, fazendo uso da força para intimidar.
3. “Argumentum ad misericordiam”, um apelo à piedade, tentando despertar a compaixão.
4. “Argumentum ad hominem abusivo”, ataca diretamente uma pessoa, não suas idéias.
5. “Argumentum ad verecundiam”, usa a autoridade de alguém respeitando para validar uma afirmação.
6. “Argumento por acidente”, consiste em aplicar uma regra geral a um caso particular.
7. “Non causa pro”, estabelece ligação entre fatos distintos e sem qualquer relação concreta.
8. “Pergunta complexa”, consiste em uma pergunta que já sinaliza uma resposta.

Assim, a falácia fere duas regras básicas da lógica: o principio da não contradição e o principio do terceiro excluído.


Concluindo.
A aplicação da lógica ultrapassa o silogismo e as falácias, adentrando a construção e depuração conceitual e, conseqüentemente, a diferenciação entre argumentações.
É interessante notar que três conceitos vinculados decorrem da lógica aristotélica: dedução, indução e hipótese.
Concepções importantes para a lógica, mas também para a filosofia em sentido amplo e para a ciência.
Sem os quais a moderna ciência, tal como entendida hoje, nem sequer existiria.
A dedução constitui um método forma de verificação da verdade e validade das conclusões, partindo de premissas verdadeiras para chegar, pretensamente, a conclusões, igualmente, verdadeiras.
A dedução parte de premissas universalmente aceitas, consideradas como comprovadas, para analisar casos particulares, estabelecendo, por inferência, uma relação entre os argumentos, tentando evitar os mesmo erros do silogismo.
Enumera as premissas para construir cadeias de pensamento que permitam conclusões, em concordância com a realidade observável ou perceptível.
Ao contrário da dedução, a indução parte do particular para chegar ao universal ou a uma generalização, valendo-se da probabilidade.
O método típico das ciências naturais, onde as conclusões são induzidas pela probabilidade, muitas vezes se mostrando validas, embora nem sempre verdadeiras.
No entanto, permite criar modelos interpretativos que ajudam a sistematizar o conhecimento.
Já a hipótese está vinculada tanto com a dedução como com a indução, constitui a suposição de uma verdade, sugerida geralmente pela probabilidade fornecida pela indução.
Porém, a hipótese é analisada, embora também possa ser criada, pela dedução para comprovar sua validade, confirmando ou não sua verdade.


Para saber mais sobre o assunto.
COPI, Irving. Introdução à Lógica. São Paulo: Mestre Jou, 1981.
KENALE & KENALE. O desenvolvimento da lógica. Lisboa: Fundação Gunbenkian, 1996.
MORTARI, Cezar A. Introdução à lógica. São Paulo: Unesp, 2001.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela FFLCH/USP.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.


1° ano A e B

ola alunos do 1° ano.
Conforme conversa em sala ta ai o conteúdo complementar para vcs.
por favor primeiro seja um seguidor do blog, tem um texto explicando como fazer isso, depois leia os textos e acessem os links. apos isso deixem os comentários para eu saber que vcs passaram por aki.
ok!?
abraços do Buzz lightyear.


1° texto sobre o império romano.

http://www.colegioweb.com.br/historia/o-imperio-romano.html

http://www.historiamais.com/imperio_romano.htm

2° texto sobre o periodo medieval

http://www.infoescola.com/historia/historia-medieval/

http://www.sohistoria.com.br/ef2/medieval/p4.php

3° texto sobre o imperio bizantino

http://www.coladaweb.com/historia/imperio-bizantino

http://raffaelbarbosa.blogspot.com/2009/07/o-imperio-bizantino-economia-e-cultura.html


Acalmando bebe

ai galera tava zapeando pela net e achei esse video
uma boa tecnica para acalmar as crianças ve ai
http://www.bazucadohumor.com/2012/07/melhor-metodo-para-acalmar-um-bebe.html#more